Há duas vezes mais obesos do que subnutridos no mundo, diz OCDE

Mais de 8% das verbas destinadas à saúde pelos próximos 30 anos serão utilizadas para combater a obesidade, estima OCDE

saúde pelos próximos 30 anos serão utilizadas para combater a obesidade

FAST FOOD, UM DOS VILÕES DA VIDA SAUDÁVEL – FOTO: CHRISTOPHER FLOWERS/UNSPLASH

A Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) confirma que a obesidade é uma epidemia. De acordo com os pesquisadores da entidade, existem em todo o mundo, duas vezes mais obesos do que subnutridos.

O excesso de peso está associado a uma série de doenças crônicas, entre elas:

• Diabetes;

• Doenças cardiovasculares;

• Câncer.

Reduzindo em 2,7 anos, em média, a expectativa de vida em países da OCDE.

Nesse sentido, segundo o estudo, em 30 anos, 8,4% do orçamento de saúde dos países da organização serão destinados a tratar a obesidade. Uma vez que os afetados necessitam de serviços de saúde com maior frequência e para tratamentos mais complicados e dispendiosos.

Obesidade

Segundo o primeiro Atlas da Obesidade Infantil, apenas 1 em cada 10 países tem 50% de chance de cumprir com a meta da Organização Mundial de saúde

Segundo o primeiro Atlas da Obesidade Infantil, apenas 1 em cada 10 países tem 50% de chance de cumprir com a meta da Organização Mundial de saúde

A obesidade reduz, ainda, as oportunidades de emprego e a produtividade dos trabalhadores:

“O impacto pode ser quantificado como equivalente a uma redução da mão-de-obra de 54 milhões de pessoas por ano na OCDE, na União Europeia, no G20 e em determinados países parceiros”. Segundo os pesquisadores, indivíduos com doenças crônicas têm mais probabilidades de estarem desempregados.

Assim, “o efeito no nível macroeconômico é que o excesso de peso reduz o PIB em 3,3%, em média, tanto nos Estados-membros da OCDE como na UE”.

Não há sinais de que a obesidade em larga escala vá desaparecer tão cedo. Pelo contrário, a OCDE sugere que os números vão aumentar. Nos EUA, estima-se que um a cada dois cidadãos terá excesso de peso até 2030.

A pesquisa não aponta nenhum país desenvolvido que tenha encontrado solução para o problema.

Por conseqüência, entre os custos diretos da obesidade estão maiores despesas médicas e implicações no mercado de trabalho. Entretanto, os custos indiretos podem ser ainda mais significativos, segundo o estudo.

Pesquisadores de todo o mundo apontam, por exemplo, um maior consumo geral de alimentos, com impacto negativo sobre as emissões de gases de efeito estufa (mais animais produtores de metano, mais embalagens plásticas, mais transporte para levar as mercadorias aos supermercados, etc.).

Em estudo anterior, a OCDE calculara que uma redução média do peso da população do planeta significaria a economia de cerca de 10 milhões de toneladas de CO2 por ano.

Quase todos os 52 países analisados no relatório de 2019 já têm planos de ação nacionais em vigor para lidar com dietas insalubres e falta de exercício físico.

Esses planos se concentram principalmente em fornecer informações relevantes, mas poucos cobram impostos sobre itens insalubres, como:

• Alimentos muito açucarados;

• Bebidas muito açucaradas;

• Restrição ou proibição da publicidade para escolhas pouco saudáveis.

“Em alguns casos, as políticas são implementadas de formas que não são as mais eficazes”, observa a OCDE em seu relatório.

“Em outros, recursos limitados ou problemas práticos acabam por limitar o número de indivíduos que potencialmente se beneficiariam da intervenção.”

Fonte: Carta Capital

 

O Dr. Rafael Lucena é Especialista em Cirurgia do Aparelho Digestivo e Realiza Cirurgias Bariátricas e Metabólicas (Diabetes tipo 2), além de colocar Balão Intragástrico. O Dr. Rafael Lucena atende nas cidades de Arcoverde e Serra Talhada.

Cirurgia bariátrica